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Torcida do Vasco se antecipa à decisão, espera na porta do Maracanã e comemora desfecho O Dia – Vasco

Rio – Debaixo de chuva e sem a certeza de que os portões do Maracanã seriam abertos para o público na final da Taça Guanabara, neste domingo, torcedores de Vasco e Fluminense saíram de casa. Antes mesmo da confirmação oficial da Federação de Futebol do Rio, a poucas horas antes de a bola rolar, vascaínos já faziam fila no acesso à arquibancada e bilheterias.

Torcedores comemoram entrada do público no Maracanã – Marcelo Bertoldo

Foi o caso do porteiro Fabiano Batista, de 45 anos. De Boqueirão, interior da Paraíba, ele trouxe a paixão pelo Vasco. Na companhia do filho, Luiz Fabiano, de 10 anos, ele encarou a fila no sábado e, mesmo surpreendido com a decisão da Justiça de realizar o clássico com os portões fechados, peregrinou na porta do estádio.

“É um alívio saber que o bom senso prevaleceu. Seria uma falta de respeito com o torcedor e o com futebol carioca toda esse circo que foi criado. Fico leliz com a abertura dos portões e pode realizar o sonho de assistir à final ao lado do meu filho, disse Fabiano Batista.

Em reunião na sede da Ferj, com representantes do consórcio Maracanã, da Prefeitura do Rio, Ministério Público e Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), o Vasco assumiu o risco processual e a multa de R$ 500 mil, em decisão proferida pela desembargadora de plantão, Lucia Helena do Passo, em caso de descumprimento.

Com mais de 30 mil ingressos vendidos, a diretoria do Vasco decidiu ‘comprar’ a briga pelo Setor Sul, alvo da polêmica disputa com o Fluminense, às vésperas da decisão. Pelo contrato firmado em 2013, com duração de 35 anos, o Tricolor assumiu o direito de utilizar o lado que tem causado discórdia.

O Vasco, primeiro campeão carioca do Maracanã, em 1950, além de alegar direito ‘histórico’ de alocar o Setor Sul, foi definido, em sorteio na sede da Ferj, o mandante da final. Portanto, tanto a Ferj quanto o consórcio consideram o Cruzmaltino em sua razão.

O torcedor Yan, de 25 anos, bancário, veio ao Maracanã com amigos e o irmão na esperança de assistir a partida: “Compramos pela Internet e fomos trocar em São Januário na esperança de que o vasco pagasse a multa.”

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