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Postura de Maxi nos bastidores pode atrapalhar construção de idolatria no Vasco

Contratado pelo ​Vasco da Gama em meados da temporada passada, Maxi López foi uma verdadeira sensação no segundo semestre de 2018. Mesmo chegando fora de forma à São Januário, o experiente jogador rapidamente afinou e causou efeito esportivo imediato dentro das quatro linhas, sendo o principal responsável para a manutenção da equipe na elite do futebol brasileiro. Tecnicamente diferenciado, acumulou números impressionantes de participação direta nos gols cruzmaltinos e ajudou demais com sua liderança nos vestiários.

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​​O começo fulminante do veterano na Colina empolgou demais os torcedores. Uma história de identificação instantânea começava a se desenhar, principalmente pelas declarações de amor do argentino ao novo clube e à cidade do Rio de Janeiro. A sintonia entre atleta e arquibancada chegou ao nível dos vascaínos ‘comprarem a briga’ de Maxi em sua vida pessoal: sem ver os filhos por determinação de sua ex-esposa, ​os vascaínos simplesmente tomaram as redes sociais de Wanda Nara, pedindo para que o centroavante pudesse revê-los.

Mas o mundo do futebol gira com muita rapidez. Na mesma velocidade em que o enredo de idolatria pintou, surgiram as primeiras desconfianças e críticas dos cruzmaltinos ao atleta em 2019. ​Maxi não vem bem dentro das quatro linhas, mesmo mais adaptado ao clube e tendo realizado uma longa pré-temporada. Mas a má fase técnica não é a única situação que tem incomodado o torcedor: as exigências e demandas do argentino para renovar com o Vasco não foram bem digeridas por parte considerável dos vascaínos.

Além de um vínculo longo – Maxi teria exigido dois anos de contrato, mesmo já chegando aos 35 anos -, apurou-se que o atacante elevou bastante a pedida salarial, saindo completamente da realidade financeira do clube. A contraproposta vascaína não agradou o atleta e seu estafe, ​gerando um verdadeiro impasse na negociação. Ainda que uma valorização salarial seja justa, especialmente considerando que Maxi recusou investidas de outras equipes da Série A para seguir em São Januário, sua postura taxativa nas tratativas pode atrapalhar a construção de sua idolatria no clube

Sem fazer a diferença em campo mas ‘jogando duro’ nos bastidores, Maxi dá indícios de que não está disposto a fazer maiores esforços para se adequar à realidade financeira vascaína. Direito dele enquanto atleta, obviamente, mas o torcedor também tem razão ao ficar decepcionado: de um candidato a ídolo e referência, a arquibancada sempre espera o sacrifício, o ato inesquecível de amor à camisa.

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