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Jogadores históricos: Michael Laudrup | 90min

​Considerado o maior ídolo da história da Dinamarca, Michael Laudrup nasceu em 1964, na cidade de Frederiksberg. Desde muito jovem já demonstrava grande habilidade, sendo sondado pelo Ajax, um dos gigantes times europeus da década de 70, quando tinha apenas 13 anos. Porém, seu pai não o deixou ir para a Holanda por ser muito novo, estreando nos profissionais no Kjøbenhavns, time pequeno de seu país. Um ano depois, já estava no Brøndby, uma das principais equipes.

Laudrup era um grande camisa 10, com um belo controle de bola, passes precisos e uma visão de jogo extraordinária. Não demorou muito para a Juventus o contratar, mesmo sabendo que não poderia jogar no momento, pelo limite de 2 estrangeiros permitido por equipe na época. Desta forma foi emprestado à Lazio.

Em seu retorno à Turim, em 86, o meia se destacou e ajudou na conquista do Campeonato Italiano. Neste momento, ele já se tornara o maior jogador da Dinamarca. Porém, em 87, acabou sofrendo com lesões e não correspondeu às expectativas. Em 1989 os italianos resolveram negociá-lo com o Barcelona.

O clube catalão vivia um dos piores momentos de sua história, porém a chegada de Laudrup marcou a reviravolta do Barça, que ganhou, a partir de 1990, 4 títulos seguidos da liga, além da primeira conquista da Copa dos Campeões.

A partir de 1993, com a chegada de Romário, os estrangeiros teriam que se revezar para jogar devido ao limite de três por time. Fato esse que não agradou Michael, inclusive por não ser relacionado para a decisão da Copa dos Campeões em 1994. Resultado disso foi o arquirrival Real Madrid o contratar.

Sua primeira temporada nos merengues foi muito boa, conquistando seu quinto título de Campeonato Espanhol. Na segunda temporada, já com 32 anos, o dinamarquês não estava rendendo mais o esperado. Esse mau rendimento, culminado com a crise do time no ano em que via o rival Atlético de Madrid conquistar La Liga e a Copa do Rei, o fez ser cedido ao Vissel Kobe, do Japão.

Após um ano apagado na Ásia, Michael se transferiu para o Ajax, clube que o desejava 20 anos antes. Mesmo perto de sua aposentadoria, o meia conquistou o Campeonato Holandês e a Copa dos Países Baixos. Após pendurar as chuteiras, virou técnico de futebol, porém desde 2015 não comanda uma equipe.

Pela sua seleção, Michael atuou em 104 partidas, jogando dois Mundiais, em 86 e 98. Marcou época por seu país ao conquistar a Eurocopa de 1992, naquele time que foi apelidado de Dinamáquina. Seu último jogo com a camisa vermelho e branca foi contra o Brasil, na França.

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