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Imprensa inimiga? Relação deteriorada entre treinadores e jornalistas preocupa

Estamos apenas no terceiro mês oficial de temporada, e já testemunhamos alguns casos de clima tenso entre jornalistas e técnicos da Série A. Coletivas marcadas por discussões, rusgas e troca de farpas não têm sido raras em 2019, evidenciando como a relação entre imprensa e treinadores tem se deteriorado. Qual é a explicação para isso?

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O protocolo de conceder entrevista momentos após uma partida, obviamente, não é o ideal. Emoções ainda estão à flor da pele, positivas ou negativas dependendo do enredo do jogo, criando um obstáculo para respostas racionais e comedidas por parte dos treinadores. Contudo, este é o procedimento padrão desde muito tempo, algo que estes profissionais do futebol já deveriam estar acostumados a encarar. 

Questionado sobre a decisão de fechar suas atividades e treinos, Fábio Carille, mesmo após a classificação do ​Corinthians à decisão do Paulista, atacou o trabalho da imprensa alegando vazamentos indevidos de informações sobre seu time e esquema tático. O treinador ainda relembrou casos antigos como o ‘veto’ à vinda de Drogba e sua saída ao Al-Wehda, casos em que, na perspectiva do próprio, não houve responsabilidade na apuração jornalística.

Mas o episódio envolvendo o treinador alvinegro não foi um caso isolado na temporada. Renato Gaúcho (​Grêmio), Luís Felipe Scolari (​Palmeiras) e Levir Culpi (​Atlético-MG), por exemplo, já trocaram farpas e/ou bateram boca com jornalistas durante entrevistas coletivas em 2019. Nos casos citados, os treinadores adotaram posturas defensivas e beligerantes ao serem confrontados sobre partidas ruins e oscilação de desempenho de suas respectivas equipes, questionamento que não ultrapassa a fronteira do aceitável ou desobedece o código de conduta da imprensa esportiva.

A lógica do ‘nós contra todos’, muita vezes adotada pelo torcedor, tem contagiado as relações de bastidores e ajuda a explicar essa ideia de imprensa como inimiga. É papel desta apurar e questionar, sem que isso signifique necessariamente qualquer perseguição ou conspiração a determinado técnico/clube. No entanto, bom senso e responsabilidade nas perguntas e afirmações são indispensáveisrepórteres precisam prezar primariamente pela imparcialidade e isenção, grandezas que norteiam o bom jornalismo. 

FBL-LIBERTADORES-SANLORENZO-PALMEIRAS

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