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Ganho técnico não vale riscos que contratação de Nenê traz ao Fluminense

Passando por delicada situação financeira, acirrada especialmente de 2017 para cá, o ​Fluminense vem convivendo com contratações medianas para formação de seu elenco. Sem condições de repetir por conta própria os anos de fartura técnica patrocinadas pela antiga parceira, o Tricolor Carioca passou a investir em nomes desconhecidos oriundos de clubes modestos e em empréstimos de jogadores em baixa. Foi assim que nomes como Romarinho, João Carlos, Dudu e outros ‘anônimos’ aterrissaram nas Laranjeiras.

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​​Neste cenário de carência de grandes nomes, impulsionada pelas saídas ‘recentes’ de Fred, Diego Cavalieri, Gum, Gustavo Scarpa e outros nomes importantes da história contemporânea do clube, é compreensível a empolgação de parte da torcida tricolor em torno da possível chegada de Nenê. Tecnicamente diferenciado, o armador encorparia ainda mais o leque de opções para o meio-campo tricolor – ​reforçado com Paulo Henrique Ganso nesta janela -, agregando experiência a um elenco formado majoritariamente por jovens valores.

Em que se guarde o upgrade técnico ao plantel pela qualidade do armador, não há mais nenhuma grandeza que justifique tal contratação pelo time das Laranjeiras. É uma negociação que traz mais riscos do que benesses, e ainda que Fernando Diniz e jogadores tricolores abram as portas publicamente ao camisa 10, sabemos que nem tudo é o que parece no mundo do futebol. Qual será a verdadeira reação do elenco ao ver o clube realizando mais uma investida cara de mercado, ao passo que chega a três meses de salários atrasados? 

Ainda que chegue via empréstimo, Nenê terá um alto custo mensal ao Tricolor: somente o seu salário em carteira (R$ 180 mil) já ultrapassa o teto tricolor, valor que ainda é acrescido por bônus e direitos de imagem. Só pelo aspecto financeiro a negociação pelo veterano já parece imprudente, mas ainda há outros agravantes: sua idade avançada, seu histórico desagregador e o aparente desencaixe de seu estilo de jogo à filosofia de Diniz. 

É fato que a temporada é longa, com espaço para Ganso e Nenê somarem muitos minutos cada, mas uma formação com os dois juntos é praticamente impensável, pois faria a equipe perder demais em combatividade e recomposição. O veterano lidaria bem com o banco de reservas, sendo que este é um dos principais motivos de sua insatisfação no Morumbi? Todo este cenário transforma a investida do Fluminense pelo meia em um movimento perigoso, com alto potencial destrutivo ao bom trabalho que vem sendo realizado nas Laranjeiras.

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