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Ganhar clássico é bom, mas fisiologia e longo prazo devem vir em primeiro lugar

Na tarde do último domingo (24), ​Flamengo e ​Fluminense realizaram um grande jogo no Maracanã, repleto de alternativas e com cinco bolas na rede. No fim das contas, final feliz para o Rubro-Negro, que saiu de campo com a vitória por 3 a 2 diante dos reservas de seu arquirrival. A opção de Fernando Diniz de entrar em campo com seu time suplente, justo no clássico que encerraria a fase classificatória da Taça Rio, acabou sendo criticada por parte dos tricolores e também problematizada em algumas mesas redondas.

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​​É bem verdade que o revés deixou o Tricolor Carioca em situação incômoda no Campeonato Carioca: quarto colocado na classificação geral, terá que conquistar a Taça Rio ou torcer para que o Vasco da Gama não vença este segundo turno, caso contrário estará fora das semifinais do Estadual. No entanto, a escolha por um time completamente modificado se justifica se pensarmos em: 1) o Fluminense vinha de uma partida desgastante e decisiva no meio de semana, pela Copa Sul-Americana; 2) o elenco tricolor é bem menos profundo em relação aos grandes clubes da Série A e, portanto, precisa ser rodado, até mesmo para que o treinador encontre possíveis alternativas internas que ainda não foram testadas; 3) Fernando Diniz ainda não havia dado ‘folga’ para seus titulares até este compromisso

Questionado se a brecha aos titulares não poderia ter sido antes, contra Boavista ou Botafogo, o comandante tricolor usou a fisiologia do clube como justificativa, argumentando que até então estava recebendo o ‘ok’ para seguir com força total, mas que o exaustante compromisso contra o Antofagasta no Chile exigiu uma mudança de rumo. Ainda que o torcedor tricolor esteja frustrado com a derrota para seu maior rival, penso que o planejamento de longo prazo e orientações do departamento de fisiologia de cada clube precisam sempre ser soberanos. A saúde física do atleta precisa vir em primeiro lugar, e em um calendário desgastante e mal distribuído como o brasileiro, algumas escolhas precisam ser feitas, especialmente por treinadores de clubes com elenco enxuto.

​Há uma possibilidade dos papéis se inverterem na próxima quarta (27), quando Flamengo e Fluminense voltam a se enfrentar pela primeira semifinal da Taça Rio: Abel Braga pode optar por poupar alguns de seus titulares que apresentaram desgaste físico pós-clássico do fim de semana, em detrimento da terceira rodada de Copa Libertadores que já se aproxima. No caso específico envolvendo o clube da Gávea, a tomada de decisão é muito mais fácil, já que o Rubro-Negro já está garantido nas fases finais do Estadual e tem um grupo bem mais profundo em opções, se comparado ao rival das Laranjeiras, podendo poupar alguns jogadores e ainda assim competir em igualdade de condições.

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