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Ex-dirigentes acusam Campello de falta de transparência na venda de Paulinho O Dia

Rio – A crise política no Vasco levou a saída de 13 vices presidente do clube. Ex-aliados de Alexandre Campello, eles fazem parte do grupo Identidade Vasco. Três desses ex-dirigente deram entrevista nesta segunda-feira para falar sobre a saída da diretoria cruzmaltina. Estiveram presentes o ex-vice de futebol, Fred Lopes, o ex-vice de finanças, Orlando Marques e o ex-vice de relações públicas, Paulo Cesar Rezende. De acordo com os ex-membros da diretoria, o atual presidente centralizava muito os poderes no clube. A venda de Paulinho para o Bayer Leverkusen foi um dos pontos mais importantes para a saída deles da diretoria. Segundo os dirigentes, eles não participaram da transferência que foi centralizada por Campello.

De acordo com o vice-presidente de futebol, Fred Lopes, a saída dos 13 dirigentes foi definida coletivamente. Segundo ele, todos perderam a confiança no atual mandatário vascaíno.

 

“Foi um movimento coletivo (a saída). Não dá para continuar. Houve quebra de confiança. Não confio nas informações. Existe um financeiro paralelo dentro do Vasco. Que conversa é essa? Que brincadeira é essa?”, afirmou.

Responsável pelo futebol, Fred Lopes disse que só tomou conhecimento da venda de Paulinho, após a entrevista coletiva em que Alexandre Campello anunciou que o jovem iria atuar pelo Bayer Leverkusen.

“A venda do Paulinho: não tratei vez alguma sobre a venda com o presidente. Ele me ligou e disse que tinha proposta, mas não quis dizer o clube. Ele disse: “Temos uma proposta e estou pensando em vender por 20 milhões de euros e 15% dos direitos”. O tempo passou, nenhuma reunião nem com o empresário. Depois, ele me ligou e avisou que ia vender. Perguntei a condição, e ele disse que seria 20 milhões de euros e participação de 10% dos direitos. Ele me pediu que comunicasse ao Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo. Ele respondeu dizendo que não concordava com os números. Na coletiva, fiquei sabendo que seria 18 milhões de euros, e que o Vasco tinha 90% do Paulinho. Estranhamente, a pasta sobre o Paulinho sumiu dos arquivos do Vasco”, disse.

O vice de finanças, Orlando Marques, também afirmou que não teve nenhum acesso aos valores da venda do jovem para o futebol europeu. O ex-dirigente também criticou a forma como Campello conduzia a presidência do clube carioca.

 “Até hoje não recebi o contrato do Paulinho. Não sei por quanto foi vendido, a forma de transação. Não sei se entrou dinheiro ou não. Não havia transparência, e tínhamos que engolir tudo que fazia. O processo não era dos melhores. A forma de nos tratar era da pior maneira possível. Eu engolia sapo porque o Vasco estava andando. Não tínhamos informação de nada”, concluiu.

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