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Entre Martas e Formigas: A coragem e a fibra das mulheres que vivem do futebol

Difundido e aprimorado em solo brasileiro há mais de um século, o futebol é, sem dúvida, a maior das paixões nacionais e um símbolo marcante de nossa cultura. Da latinha se faz a bola, do chinelo surgem as traves, e cada garoto ou garota, em sua imaginação, se personifica o grande ídolo. De apelo popular e origens operárias, o futebol resiste para não perder seu viés democrático, mas há injustiças e diferenças muito grandes em suas entranhas.

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​​Infelizmente para as apaixonadas pelo campo e bola, a modalidade feminina sofre diretamente e intensamente com as limitações, preconceitos e desigualdades. Não precisamos voltar muito no tempo para chegarmos à época em que a prática futebolística era proibida para mulheres. Sua regulamentação veio somente na década de 80, quase meio século após os primeiros passos para a profissionalização do futebol masculino (1930).

O grande atraso em tornar o futebol feminino prática legítima e regulamentada gera consequências graves à modalidade até os dias de hoje. Ser jogadora e viver exclusivamente do esporte em terras brasileiras ainda é um enorme desafio em pleno 2019. Histórias como as de Formiga e Marta, que alcançaram a excelência a nível mundial mesmo com pouquíssimo apoio, investimento e infraestrutura por aqui, evidenciam como o nosso país tem talentos natos e potencial gigantesco. Mas quantas candidatas à ‘repetir’ Marta não ficaram pelo caminho pelo descaso das instituições do futebol?

Neste dia 8 de março de 2019, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, me sinto na obrigação de reverenciar todas as brasileiras que amam e vivem o futebol em suas rotinas, como jornalistas, torcedoras, árbitras, dirigentes, bandeirinhas e, especialmente às atletas, de várzea ou profissionais. Obrigada Pretinha, Tânia e Roseli pelo pioneirismo nos gramados, Léa Campos e Silvia Regina pelo pioneirismo no apito, Formiga pela resiliência, Marta pela genialidade e tantas outras heroínas anônimas, que lutam diariamente pela representatividade feminina no esporte. Ocupar espaços historicamente preenchidos por homens, espaços em que a mentalidade conservadora ainda persiste, é um ato de resistência. Ser protagonista nestes locais é coragem e bravura.

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