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Caso Mauro César: demissão mostra que poucos conhecem o real poder das Redes Sociais

​Ao fazer um simples comentário no Twitter durante o jogo do ​Flamengo contra o Madureira, o jornalista Mauro César foi retrucado por um torcedor. “Vtnc era para estar 7 x 1 vc é um bosta…”. Pois o profissional não deixou por menos e respondeu destacando o local de trabalho de Reginaldo Guilarducci, a ArcelorMittal, uma empresa indiana que produz aço. “Lá na empresa eles estimulam os funcionários a xingar as pessoas pura e simplesmente por discordar em algo sobre futebol?”. Pois isso chegou aos olhos da multinacional, que demitiu o flamenguista.

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Sim, é uma situação atípica, com um fim inesperado, que causa transtorno a uma pessoa, que mexe com a sociedade. Embora a empresa tenha dito que a ação do comunicador não foi preponderante em sua decisão, é óbvio que alguma influência teve. Só que os questionamentos devem se dar muito mais no sentido de ver como as pessoas não sabem lidar com a realidade das redes sociais.

O futebol, como uma paixão quase que doentia, propicia atitudes insensatas, como a de Reginaldo. Em um ato impensado, em um “local” que ainda é praticamente sem lei, ele prejudicou o seu próprio futuro. Tentou reverter a situação pedindo desculpas (aceitas) e solicitando a intervenção do próprio Mauro César. Não foi possível. A essas horas, as pessoas precisam se dar conta que regras elementares de convivência são para serem colocadas em prática até no ambiente virtual, afinal, ali também se estabelece um relacionamento. E as organizações, de uma vez por todas, também deveriam orientar seus funcionários a como se portar em uma rede social, até para preservar a imagem individual de seus servidores e sua própria reputação.

Este não é o primeiro caso de ofensas a jornalistas na internet. Mas não é possível ficar calado a tamanha falta de respeito. Claro que o jornalista não queria causar a demissão de um profissional, mas que isso sirva de exemplo. O futebol, ao invés de agregar, está servindo para o aumento do ódio. E isso precisa ter um fim, nem que as consequências sejam drásticas como foi neste caso. Tentar demonstrar poder e mobilizar pessoas em torno de si chamando a atenção com palavras de baixo calão (e isso os “torcedores” acham que fazem como ninguém), às vezes, pode ter um fim inesperado. Até nas redes sociais.

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