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Atuação rápida da FERJ em ‘caso Flamengo’ abre precedente perigoso no Carioca

Não há nenhuma dúvida de que o empate sem gols entre ​Flamengo e Volta Redonda teve interferência direta da (má) atuação da arbitragem. Uma penalidade negada ao Rubro-Negro, que também teve um gol mal anulado já nos acréscimos da partida, acabaram sendo decisivos para a manutenção da igualdade no placar.

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​​​Pouco tempo após o encerramento do confronto, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) se posicionou publicamente acerca da atuação do trio de arbitragem responsável pela partida, admitindo as decisões equivocadas nos dois lances capitais e afastando o árbitro Pathrice Maia e a assistente Raquel Matos pelas próximas rodadas do Campeonato Carioca. Ainda que a atuação da entidade tenha sido rápida e exemplar – o que é fundamental para a construção de uma competição transparente -, este não é o procedimento ‘padrão’ adotado pela Federação em casos semelhantes.

Antes que os torcedores rubro-negros se enfureçam com esta reflexão, não precisamos voltar tanto no tempo para relembrar a postura da FERJ após o ‘Clássico dos Milhões’ que terminou empatado em 1 a 1, no dia 9 de março. Uma penalidade bastante questionável sacramentou a igualdade cruzmaltina no marcador, sem que a entidade viesse a público prestar qualquer tipo de esclarecimento acerca da atuação de Wagner do Nascimento Magalhães na partida. Para além da infração marcada, outros lances capitais passaram batidos ao árbitro, que não recebeu nenhum tipo de punição ou ‘geladeira’, como se diz popularmente no futebol.

Nesta mesma edição de Campeonato Carioca, a FERJ não somente absolveu como elogiou a atuação da arbitragem responsável por conduzir a partida entre ​Fluminense e ​Vasco em Brasília, no início de fevereiro. O clássico em questão teve forte reivindicação tricolor acerca de um suposto pênalti não marcado sobre Bruno Silva (veja abaixo). Todos os comentaristas de arbitragem foram unânimes em identificar penalidade, mas o árbitro Carlos Eduardo Nunes Braga viu falta do volante do Fluminense em Danilo Barcelos.

Para que tenhamos um Estadual guiado pela lisura e igualdade de tratamento entre todos os clubes, a atuação da Federação responsável pelo ‘produto’ precisa ser padronizada. O afastamento quase imediato dos responsáveis pela partida entre Flamengo e Volta Redonda, ainda que justo, criou um precedente perigoso e praticamente “deu argumentos” para o senso comum apontar favorecimentos. Se o nível de arbitragem é baixo e prejudica a todos sem distinção, ao menos a entidade que gerencia o campeonato precisa diminuir os danos e prestar esclarecimentos contínuos aos torcedores.

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