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Após 11 meses, Kelvin celebra volta ao Vasco e admite: “Pensei em parar de jogar” O Dia

Foram 11 meses desde a grave lesão sofrida no joelho esquerdo, em junho do ano passado, até o retorno ao futebol na última quarta-feira. Por isso, mesmo com a goleada sofrida pelo Vasco diante do Cruzeiro, no Rio de Janeiro, Kelvin só tinha motivos para comemorar nesta quinta. Afinal, o longo trabalho de recuperação finalmente havia chegado ao fim.

“Infelizmente, não foi como eu planejava em termos de resultado, mas estou contente com a volta. A minha família e meus amigos estiveram comigo durante todo esse tempo. Foi muito gratificante poder abraçá-los e ver a cara de felicidade de cada um deles. Estou muito motivado”, declarou em entrevista coletiva.

Kelvin rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em outra goleada sofrida pelo Vasco – para o Corinthians por 5 a 2, em 7 de junho de 2017. A grave lesão o obrigou a passar por cirurgia e o processo de reabilitação durou quase um ano. A dificuldade para poder voltar a jogar chegou a fazer o jogador pensar em abandonar o esporte.

“Estou muito feliz por essa vitória pessoal de ter conseguido voltar a jogar futebol. Foi um período muito difícil. Cheguei até a pensar em parar durante alguns momentos. É preciso ter o psicológico muito forte, pois foi uma lesão muito grave e que não envolve só o joelho. Ela envolve também a cabeça do jogador”, considerou.

Por mais satisfeito que esteja com a volta, Kelvin sabe que ainda terá novos desafios pela frente, como, por exemplo, recuperar o melhor ritmo. Ele mesmo admitiu estar abaixo de seus companheiros na questão física e, por isso, concordou que não tem condições de ser titular no momento.

“Estou voltando aos poucos e o professor Zé Ricardo sabe disso”, comentou. “Pude ir bem e não senti nada, mas ainda estou abaixo fisicamente. Não estou com o mesmo ritmo dos companheiros, mas deixo minha utilização nas mãos da comissão técnica. Estou procurando ficar preparado para poder corresponder quando surgir uma oportunidade”.

Passada a decepção pela queda precoce na Libertadores, o meia-atacante cobrou uma rápida recuperação do Vasco, já diante do América-MG, neste sábado, em casa, pelo Campeonato Brasileiro “Dentro de casa, temos sempre que fazer um bom jogo. Não só agora, não apenas no Brasileiro, mas daqui para frente, em todos os torneios. Já viramos a chave e estamos focados no jogo de sábado”.

TREINO – O Vasco voltou aos treinos nesta quinta-feira pensando no futuro. Para isso, nada melhor do que reforços, que estão mais perto de serem aproveitados pelo técnico Zé Ricardo. Em fases finais de recuperação de lesões, o lateral-esquerdo Ramon e o meia Giovanni Augusto treinaram com os companheiros no CT das Vargens.

Giovanni Augusto se recupera de uma lesão de grau 2 na coxa esquerda, sofrida há um mês justamente diante do Cruzeiro, enquanto o caso de Ramon era bem mais grave. O lateral-esquerdo rompeu ligamento do joelho direito em outubro do ano passado, passou por cirurgia e não atua desde então. Agora, ambos estão perto do retorno.

Giovanni Augusto deve voltar a jogar em dez dias – Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

“O Giovanni Augusto está em uma fase avançada da transição. Esperamos que ele esteja pronto e à disposição da comissão técnica dentro de uma semana ou 10 dias. O Ramon ainda não cumpriu os seis meses do tempo protocolar para a lesão. Esse período será completado no dia 9 de maio”, explicou o médico Rodrigo Furtado.

Ramon e Giovanni Augusto ainda não terão condições de reforçar o Vasco contra o América-MG. Ao contrário de outros jogadores, que também se recuperaram de problemas físicos. O meia Wagner está de volta após ser desfalque na quarta por uma gripe, enquanto que o zagueiro Breno e o meia-atacante Kelvin passaram por longa reabilitações após graves contusões.

Zé Ricardo não poderá contar com o volante Evander, que sente dores na coxa direita, e o atacante Paulo Vitor, com um incômodo no joelho direito. Quem também preocupa é o atacante Rildo. Ele sofreu uma nova contusão no ombro direito diante do Cruzeiro, passará por exames e pode ser novamente submetido a cirurgia.

“O Rildo caiu após uma disputa de bola. Não sofreu um trauma direto no ombro, mas esse tipo de lesão ocorre por traumas indiretos mesmo. Ele já passou por um procedimento cirúrgico nessa articulação, entretanto, não foi no local que ocorreu a lesão nesse momento. Vamos estudar essa articulação para ver se será necessário uma nova intervenção. Em caso cirúrgico, ele só retorna depois da Copa do Mundo”, comentou o médico.

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