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Antes de sediar Mundial feminino, Brasil precisa estruturar o esporte

​A notícia de que o Brasil é candidato a sediar a Copa do Mundo de futebol feminino de 2023, para mim, soa como um escárnio. Não que as meninas não mereçam, pelo contrário. É que elas merecem algo muito mais importante e que, até hoje, o País, a CBF ou seja lá quem for não proporcionou. E, pelo jeito, sequer tem vontade de proporcionar.

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Antes de querer estar nos holofotes de uma “disputa Fifa”, quem comanda o esporte precisa tratar de dar estrutura para nossas garotas exercerem sua profissão. E não é somente ameaçando punir clubes que não mantiverem um time feminino que isso irá se resolver. Há muito tempo que se clama por um projeto, que se quer algo mais consolidado. Alguém está pensando nisso? É claro que não!

A prioridade no Brasil é aparecer. Se já não bastasse o legado para lá de catastrófico da Copa do Mundo de 2014, agora  o objetivo é voltar ao “cenário” sem que metade dos problemas internos esteja resolvido. Ou melhor, nem se começou a resolver. Nessas horas, infelizmente, sinto falta de Jérôme Valcke e sua tentativa de dar um “pontapé no traseiro” de nossos dirigentes, políticos etc. Pelo jeito, “aprender com os erros” e “olhar para o próprio umbigo” não está no DNA de quem ocupa as cadeiras da CBF e de que quem propõe sediar um Mundial feminino diante de um cenário para lá de triste em nosso esporte. Mas adianta falar?

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